PDF Imprimir E-mail


btn_volver


Vitmic ForteESTUDO DE SUPRIMENTOS VITAMÍNICOS EM ALPACAS - PUNO, PERU

EXECUTOR: LABOSIL SAC.
Responsável MVZ Waldo Choque Vilca

JUSTIFICAÇÃO

Os CSA estão adaptados a áreas onde a quantidade de forragem está limitada e os nutrientes se encontram altamente diluídos por carboidratos estru­turais difíceis de digerir. Estas caracterís­ticas são próprias do hábitat onde se originaram (Altiplano); nele há longos períodos de seca durante o ano (normalmente no ano há 8 meses secos) e são frequentes os ciclos de anos secos.
Sob estas condições e devido às caracterís­ticas seletivas, reduzido consumo, maior tempo de retenção da ingesta no seu trato digestivo, além de estar fisiologicamente adaptadas para sobreviver em zonas de grande altitude, os CSA são as espécies melhor adaptadas para aproveitar a escassa e fibrosa vegetação dos ecossistemas de montanha (San Martín e Bryant, 1987).
Os CSA se classificam dentro dos animais ruminantes, estes animais apresentam características digestivas, anatômicas e funcionais que lhes permi­tem obter energia e proteínas a partir de alimentos não utilizáveis pelo homem, sendo por isto não competitivos.

Vitmic Acerca dos minerais e vitaminas, apesar de alguns estudos, não há unidade de critérios que permitam concluir algum resultado definitivo, estudos sobre o conteúdo de minerais nas pastagens naturais das zonas altas dos Andes indicaram baixos conteúdos de fósforo (P) e cobre (Cu), especialmente durante a estação seca; o fósforo em época seca pode alcançar valores de 0.17% e isto naturalmente se correlaciona com o fósforo sérico dos animais. Determinaram-se também fósforo e cálcio séricos; os valores mais baixos de fósforo sérico foram obtidos em alpacas sobre pastagens nativas e na estação seca, com valores médios de 4.5 mg e com valores iguais ou menores se encontrava 50% dos animais do experimento, outros estudos encontraram valores como 6.3 mg e 6.6 mg. Quanto ao cálcio, encontraram-se valores de 10.5 mg sem mostrar mudanças por época do ano nem pastagens. Outros estudos encontraram 9.5 mg e 7.5 mg. Em estudos de cobre, foi encontrado o valor de 47 a 50 ppm de Cu, cifra considerada baixa para outros animais. Quando a dieta foi suprimentada com sulfato de cobre, observou-se que a alpaca mostrou alta susceptibilidade à intoxicação; isto sugere que esta espécie apresenta certa particularidade na nutrição a respeito deste mineral e são diferentes às de outros ruminantes. (Bustinza, V. 2001)V. 2001)

Quanto às vitaminas, existem poucos estudos e aparentemente incompletos. Estudos fornecendo vitaminas A, D, E em alpacas prenhes não encontraram efeitos sobre o peso ao nascimento das crias nem tampouco sobre a fertilidade, mas parece que tería algum efeito sobre o desenvolvimento pós-natal das crias; Porém, na zona andina não foram denunciados casos clínicos de deficiência de minerais e vitaminas, ainda que em outras zonas, fora de seu hábitat, alguns dos sintomas clínicos parecem indicar deficiências de vitaminas e minerais na dieta, por esta razão é importante estudar mais sobre este tema e imediatamente pode-se suprimentar com vitaminas e minerais, pelo menos com os mais essenciais.

Raciones para alpaca de acuerdo al estado fisiológico

Para alpacas fêmeas em lactação no último terço da gestação

Proteína

NDT

Fibra crua

Cálcio

Fósforo

Vitamina E

Selênio

Vitamina D

15 – 16%

65%

25%

0.75%

0.50%

400 UI/día

1 mg/50 kg PV

2000 – 4000 UI/día

Para destetados e fêmeas não lactantes

Proteína

NDT

Fibra cruda

Cálcio

Fósforo

Vitamina E

Selênio

Vitamina D

12%

55%

25%

0.60%

0.40%

400 UI/día

1 mg/50 kg PV

2000 – 4000 UI/día

Fonte: Bustinza, V. 2001

OBJETIVOS:

Determinar o ganho de peso vivo dos camelídeos sul-americanos (tuis de 1 ano), depois da adição do suprimento vitamínico Vitmic Forte NF.
Estimar a percentagem de ganho de peso vivo em mães gestantes de Alpacas depois da adição do suprimento vitamínico Vitmic Forte NF.

Vitmic ForteVITMIC FORTE NF.
Vitamínico energético e mineralizante, que ajuda na recuperação e convalescença de estados deficitários ou carenciados, estimulante geral.

COMPOSIÇÃO
Cada 100 ml contém:
Vitamina A ………………………........….5000000UI
Vitamina D3……………………….......….2000000UI
Vitamina E acetato………………….... ….1000UI
Borogluconato de cálcio………………..…10g
Hipofosfito de magnésio (6H2O)……....….7 g
Selenito de sódio anidro…………….....….0.15g
Maleato de clorfenamina…………...……..1.50g
Excipientes q.s.p…………………….……100ml

LUGAR E LOCALIZAÇÃO DO ESTUDO.
O trabalho realizou-se numa empresa SAIS (sociedade agrícola de interesse social) Sollocota – Azangaro, uma empresa conformada por sócios dedicados exclusivamente à produção pecuária, criando principalmente camelídeos sul-americanos, ovinos e vacuns principalmente, situado na parte norte da cidade de Puno, aproximadamente a 200 Km, a uma altitude de 4300 m sobre o nível do mar. Com territórios de diferentes altitudes e clima frio seco, notam-se duas épocas bem marcadas: uma de chuvas, nos meses de dezembro até abril, e a outra época seca que vai de maio até novembro.

METODOLOGIA:
1. Realizar-se-á a pesagem de camelídeos sul-americanos (TUIS) e alpacas mães gestantes e será avaliada a condição corporal, com uma escala de classificação de 1 a 5, num lapso de uma semana.
2. Formar-se-ão dois grupos de 20 animais, os quais receberam via subcutânea 5 ml do suprimento vitamínico, VITMIC FORTE NF.Os tuis receberam 3 ml de VITMIC FORTE NF, via subcutânea. Também se formaram dois grupos de 20 tuis cada um.
3. Foram alimentados os camelídeos sul-americanos mediante um sistema de pastoreio extensivo, durante 45 dias.
4. Para o segundo grupo testemunha a alimentação estará baseada em pastagens naturais, também por um peródo de 45 dias.
5. Para a determinação do ganho de peso se procederá a pesar semanalmente, em uma balança eletrônica adequada para tal efeito.

CRONOGRAMA DO PROJETO
Etapas e Duração:
Etapa de Avaliação dos animais
Avaliaram-se os animais em 24 de junho de 2009, mediante exame clínico, registro de pesos e avaliação da condição corporal em una escala de 1 a 5.
Etapa de preparação
Nesta etapa, proceder-se-á a realizar a preparação dos animais formando grupos de 20 mães e 20 tuis para cada grupo na SAIS Sollocota – Azangaro.
Etapa de Visualização de resultados
Para esta etapa utilizaremos o pesado dos animais na balança. Julho, agosto.

V.- RESULTADOS:

Quadro Nº 01 tabela de resultados com pesos de alpacas mães; inicial, pós- tratamento SAIS Sollocota - Puno 2009.

Alpacas Mães
Nº brinco

Peso inicial

Peso 15 dias pós-tratamento

Peso 30 dias pós-tratamento

Peso 45 dias pós-tratamento

01

025405

45.0

45.0

45.5

46.0

02

026805

48.5

49.0

49.0

50.5

03

032602

49.5

49.0

49.5

49.0

05

032804

54.0

54.5

55.0

55.0

04

035602

52.5

54.0

54.5

55.5

06

035605

50.5

52.0

52.0

52.0

07

035705

48.5

49.0

50.0

49.5

08

035804

47.0

47.5

48.5

49.0

09

036802

49.5

51.0

52.0

51.5

10

037805

48.5

48.0

49.0

49.0

11

038704

49.0

50.5

50.0

50.5

12

039805

50.0

52.0

51.0

52.0

13

045604

51.5

51.0

52.0

52.0

14

047605

52.0

52.0

51.5

51.5

15

054604

48.5

49.0

50.0

51.0

16

058704

49.5

51.0

52.0

52.0

17

065704

47.5

49.5

50.5

51.0

18

065805

48.0

48.0

48.5

49.5

19

068705

49.5

51.0

52.5

53.0

20

097805

54.5

55.0

54.5

55.0

Os pesos iniciais foram mudando; provavelmente isto seja consequência da concentração de vitaminas e minerais administrada. Este incremento foi progredindo com a passagem dos dias, como se aprecia no quadro. A primeira pesagem foi aos 15 dias depois da administração; a segunda aos 30 dias e a última aos 45 dias. O peso foi aumentando com o transcurso do tempo. Alguns animais mostraram permanência de peso, mas a maioria o incrementou. O aumento não é muito, o que tem a ver com a época da experiência, completamente seca e com pouca produção de forragem. Salienta-se que os animais permaneceram num sistema de pastoreio extensivo.

Quadro Nº 02 tabela de resultados com pesos do grupo testemunha em alpacas mães da SAIS Sollocota - Puno 2009.

Alpacas Mães
Nº brinco

Peso inicial

Peso 15 dias pós-tratamento

Peso 30 dias pós-tratamento

Peso 45 dias pós-tratamento

01

022305

43.0

44.0

44.5

44.5

02

025405

47.5

47.0

47.0

47.0

03

031402

48.5

48.5

48.5

48.0

05

032704

49.5

50.0

49.5

48.0

04

032804

47.5

48.5

49.0

48.5

06

035804

48.5

49.5

49.5

49.5

07

035904

49.0

48.0

49.5

48.0

08

036004

46.5

47.0

47.0

48.0

09

036702

47.5

47.0

47.5

47.5

10

037901

49.5

46.5

47.0

47.5

11

038703

51.5

49.5

49.0

48.5

12

039802

50.0

49.5

49.5

49.5

13

045603

52.5

53.0

53.0

53.5

14

047604

51.5

51.0

52.0

52.5

15

054704

49.0

50.0

49.0

49.5

16

058804

49.0

49.5

49.5

49.5

17

065703

48.0

49.5

50.0

49.5

18

065905

49.5

50.0

50.0

50.5

19

068704

49.0

49.0

49.5

49.0

20

097803

53.5

53.0

52.5

53.5

A permanência nos pesos das alpacas mães do grupo testemunha provavelmente seja consequência do fator alimentício. Lembre-se que nesta temporada há pouco pasto para o consumo dos animais e registro de temperaturas baixo zero.

Quadro Nº 03 resultados de pesos iniciais e pós-tratamento em alpacas tuis, da SAIS Sollocota - Puno 2009.

Alpacas tuis
Nº brinco.

Peso inicial

Peso 30 dias pós-tratamento

Peso 45 dias pós-tratamento

01

01209

25.5

26.5

27.0

02

01309

24.0

26.0

27.0

03

01509

24.5

24.0

24.5

04

02409

26.5

27.0

27.0

05

03109

27.5

28.5

29.0

06

04509

25.0

29.5

29.0

07

04609

23.5

28.5

29.0

08

05409

25.0

26.5

27.5

09

06409

25.5

27.0

27.0

10

06509

24.5

26.0

26.5

11

07409

26.5

28.0

29.0

12

07809

27.5

29.0

29.5

13

07909

28.5

28.5

29.0

14

08409

24.0

26.0

27.0

15

08709

25.5

26.5

27.5

16

08909

26.0

27.5

28.5

17

08909

24.5

26.5

28.0

18

09909

26.5

28.0

28.5

19

12309

25.0

26.5

28.5

20

14409

26.5

28.0

29.0

A tabela 02 mostra um progressivo aumento de pesos em alpacas tuis nascidas neste ano. Os tuis são animais que estão lactando e ao mesmo tempo consomem forragens ou pastos naturais. A estes animais foi administrado o suprimento vitamínico VITMIC FORTE NF; tal como esperado, eles tiveram um acelerado incremento de peso. O mais destacado é que, à medida que o estudo avançava, os pesos vivos do grupo vão se incrementando cada vez mais, provavelmente pois este suprimento contém cálcio e vitaminas que ajudam em todos os processos metabólicos das crias de alpacas.

Tabela 04 resultados de pesos do grupo testemunha em alpacas tuis, da SAIS Solllocota - Puno 2009.

Alpacas tuis
Nº brinco

Peso inicial

Peso 30 dias pós-tratamento

Peso 45 dias pós-tratamento

01

00209

24.5

24.5

25.0

02

00309

25.0

25.0

25.5

03

01609

25.5

26.0

26.0

04

02509

26.0

26.5

27.5

05

03009

27.0

27.5

27.5

06

04409

25.5

26.0

26.0

07

04709

24.5

25.0

25.0

08

05309

26.0

26.0

26.5

09

06709

27.5

26.5

26.0

10

06809

26.5

26.0

26.5

11

07309

25.5

26.0

27.0

12

07709

27.5

27.5

28.0

13

07809

29.5

29.0

29.5

14

08309

24.0

25.0

26.5

15

08709

23.5

23.0

24.5

16

08809

24.5

24.5

26.5

17

09009

26.5

26.5

26.5

18

09409

24.5

25.0

26.0

19

12009

23.0

23.5

24.0

20

14009

22.5

23.0

23.5

Neste grupo testemunha de alpacas tuis, observa-se igualmente a permanência dos pesos e em alguns casos a redução destes; essa redução pode ser explicada pela má alimentação das mães -que não produzem leite suficiente para alimentação dos tuis- junto com a má qualidade das pastagens. Estes elementos resultam insuficientes para os requerimentos na etapa de crescimento atravessada por estes animais.

VI.- CONCLUSÕES
É inconstestável a grande importância que tem conhecer as interações da nutrição com suprimentos vitamínicos em mães e tuis de alpacas. Esses suprimentos são recomendados visando uma melhor alimentação dos camelídeos sul-americanos em épocas secas, nas quais não há suficiente pastagem.
O peso razoável das alpacas tuis no começo do ano demonstra a importância do fator nutricional. Por outro lado, embora seja claro que a eficiência reprodutiva está influenciada por fatores ambientais –incluído o fator nutricional- os estudos neste campo são muito limitados, o que deverá ser bem mais atendido nas pesquisas sobre Camelídeos Sul-americanos.

VII. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS.
Bryant, C, 2002 Requerimientos Nutricionales y Síntomas de Deficiencia en Rumiantes Menores. Primeira edição, editorial La Molina - Lima, Perú.
Bustinza, V 2001 la Alpaca, primeira edição, Editorial UNA Puno. Perú.

VISTA DE PRODUCTO

 

Reconhecimento

Normas ISO 9001- 2000

isoNo ano 2004 Laboratorios Microsules obteve a certificação segundo a Norma ISO 9001:2000

www.latu.org.uy

BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO (GMP)

gmpO primeiro Laboratório de Produtos Veterinários do Uruguai que obteve dita certificação...

www.mgap.gub.uy

INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EXPORTADOR

uruguayexportaEm 16 de maiopasso, de 2007, Laboratorios Microsules Uruguay S.A. foi premiado...

www.uruguayexporta.com


Copyright 2009© Laboratório Microsules | Todos os direitos reservados.